• Fórum dos Empreendedores

Brasil fica atrás do Vietnã e Malásia no Mastercard Index of Women Entrepreneurs – MIWE - em 2020





São Paulo, 15 de dezembro de 2020 – A quarta edição do Índice Mastercard de Mulheres Empreendedoras (Mastercard Index of Women Entrepreneurs – MIWE), que avalia o sucesso de 58 economias no avanço do empreendedorismo feminino em condições pré-pandêmicas, destacou que o Brasil ocupa a 32ª posição na classificação geral com uma pontuação de 62,36. A Colômbia é o país com o melhor índice entre os países da América Latina, ocupando a 14ª posição, com 66.31.


O ranking também fornece uma análise inicial sobre os impactos da pandemia da Covid-19 sobre o empreendedorismo feminino. A análise revelou que mais de 50% das empresas lideradas por mulheres no Brasil, Argentina, Equador, Itália, Coreia do Sul, Rússia, Tailândia, Uruguai e Vietnã atuam em setores mais impactados pela pandemia, como atacado e varejo, serviços de hospedagem e alimentação.


O Brasil teve um bom resultado como um dos dez principais mercados mundiais na categoria sobre o progresso das mulheres no mundo dos negócios. Ocupando a 8ª posição, o país é destaque nesta categoria pelo nível de presença de mulheres no mercado de trabalho como um todo, mas também em cargos de lideranças e de nível técnico (aproximadamente 40%) e pelo grau de atividade empreendedora feminina registrado na economia, juntamente com Colômbia, Filipinas, Rússia, Polônia, Estados Unidos, Tailândia e Botswana.


Já na categoria de acesso a instrumentos financeiros e à educação, o Brasil ficou na 30ª posição. Os melhores na classificação dessa categoria oferecem grande acesso a

produtos e serviços financeiros, desenvolvem diferentes ações de apoio às PMEs e promovem mais oportunidades para a inserção das mulheres no ensino superior.


“Vemos no Brasil mulheres com uma veia empreendedora muito forte e elas estão

determinadas a ter grande sucesso, mesmo em um cenário de negócios tão competitivo. Porém, ainda existe uma lacuna de gêneros, onde as mulheres continuam a enfrentar desafios desproporcionais se comparado aos homens”, comenta Sarah Buchwitz, vice-presidente de Marketing e Comunicação Mastercard Brasil. “Estudos como o MIWE 2020 ajudam a promover a conscientização sobre as motivações e limitações das mulheres nos negócios para que governos, formuladores de políticas e empresas possam continuar a inspirar e promover seu progresso”, complementa.


De acordo com o Banco Mundial, o custo econômico da desigualdade de gênero global chega a US $ 160,2 trilhões


A Covid-19 trouxe contratempos, mas também oportunidades


Globalmente, dentre as mulheres que foram impactadas pela pandemia da Covid-19, 87% delas disseram que foram impactadas negativamente. A grande participação delas nos setores mais afetados pela crise econômica, a forte lacuna de gênero digital em um mundo cada vez mais virtual e as crescentes pressões das responsabilidades no cuidado das crianças são apenas alguns fatores que deixaram as mulheres particularmente vulneráveis.


“Agora com a pandemia da Covid-19, a necessidade de reduzir a disparidade de gênero é ainda mais crítica para levarmos adiante uma recuperação econômica justa e sustentável”, comenta Sarah.


De maneira decisiva, o relatório apresenta uma perspectiva otimista para o futuro das mulheres empresárias. Isso indica que a pandemia pode ser um catalisador para um progresso exponencial das mulheres nos negócios e uma oportunidade para corrigir o preconceito de gênero inerente, caso os tomadores de decisão apoiem iniciativas específicas de gênero. Ele se baseia em vários pontos para ilustrar isso, notadamente:


• A era do Covid-19 apresenta uma narrativa de empoderamento para mulheres na liderança, fornecendo inspiração em uma época em que as barreiras culturais e o medo do fracasso ainda afastam algumas mulheres dos empreendimentos. A pandemia da Covid-19 destacou a capacidade das mulheres de liderarem em circunstâncias extraordinárias. Líderes mundiais femininas, como a primeira-ministra Jacinda Ardern da Nova Zelândia, a chanceler Angela Merkel da Alemanha e a primeira-ministra Sanna Marin da Finlândia, presidiram alguns dos esforços mais bem-sucedidos para conter o Covid-19 ao mesmo tempo em que incutiam ordem, segurança, confiança e calma. Com quase metade (47,8%) das mulheres empresárias relatando serem motivadas pelo desejo de contribuir para o bem maior da sociedade, o impacto dessas líderes não pode ser subestimado.


Leia o texto na íntegra: https://revistaempreende.com.br/2020/12/15/empreendedorismo-feminino-foi-mais-impactado-pela-pandemia-no-brasil-revela-relatorio-da-mastercard/?v=19d3326f3137